10/10/2008


levo comigo tantas causas perdidas, noites sem sono, tantos dias calados. as ruas transpiram o riso mas cada rosto é vítima do amor silenciado. ando por ruas quase concretas onde minhas intenções são secretas. ando por ruas quase desertas onde minhas pretensões não têm nexo.

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9/10/2008



houve dias em que não permiti amanhecer, estações que não admiti que desabrochassem. vaguei, perdido, confuso em meus próprios passos, até esquecer o teu nome, até me tornar aço. quantos dias, quantas estações vivi assim, esperando que nascesse uma rosa no asfalto? quantas vezes chorei, olhando para o passado?

posted by jardim at 22:46 | in:
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6/10/2008


sou apenas mais um entre os tantos que te comeram. se somente tarde te encontrei e não pude ser o primeiro, não posso cobrar do teu tardio amor não ter sido o último
.
posted by jardim at 22:02 | in:
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15/9/2008


queria acreditar em tuas palavras como acredito em teus beijos e ter a certeza de que o que dizes é real assim como é real o teu toque.
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22/8/2008
este sol de Inverno
derrete o passado.
te quero sempre ao meu lado.
posted by jardim at 22:50 | in:
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5/8/2008



a porta aberta do teu quarto conduz ao átrio das questões sem resposta. passeio cada interstício de teu corpo neste encontro onde copulam desejo e dor, a inevitável constatação do passado dentro da noite fértil. para quem espera o nascer do dia, renascer é uma necessidade. depois de adormecermos, nossos fôlegos enfim se conciliam e não enxergamos mais a frágil barreira entre ódio e amor.

posted by jardim at 22:00 | in:
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4/8/2008
Tantos

foram tantos os que te comeram, a tantos juraste eterno amor, inclusive a mim. com todos tiveste a certeza de ter encontrado teu par. como acreditar no que me dizes hoje (novamente) com tanta convicção?
posted by jardim at 22:47 | in:
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29/7/2008
O Deserto
cruzei o deserto e deserto também estava o meu coração. não carregava amuletos, somente a fé. horas intermináveis deixaram as marcas que hoje carrego na alma.
posted by jardim at 22:43 | in:
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24/7/2008
O Deserto


deserto afora, solidão e um caminho de dor. aprendi muito sobre mim mesmo e também sobre ti, com a tua ausência. estava certo de te encontrar um dia, não importasse como ou quando.  como não sabia quando virias, deixei meu coração se converter em gêlo para conseguir sobreviver. escrevo agora estas frases mudas somente para desaprender o que passou.

posted by jardim at 22:56 | in:
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7/7/2008
Ontem